segunda-feira, 20 de junho de 2011

DV8 physical theatre. #FicaDica




Olá gente,
depois de um boom tempo sem atualizar aqui, preciso admitir!
Manter uma vida virtual atualizada é algo complicado!

Hoje uma dica muito boa pra quem ainda não conhece o grupo! E para os que já conhecer, apreciar mais um pouquinho não faz mal né... muito pelo contrário!
Estou falando do DV8, um grupo que se auto-denomina "teatro-físico" o que muitos também conhecem como "dança-teatro" e afins. Não vamos entrar em debate, pois tem muuito pano pra manga!



O grupo de Londres foi formado por Lloyd Newson em 1986, já produziu 16 peças de dança e quatro filmes, premiados, para a televisão! A proposta do grupo é abordar a dança contemporânea de uma maneira diferente de outras companhias!! E a companhia ainda é conhecida pelos seus bailarinos com deficiência física.

Alguns dos trabalhos do grupo:

  • "To Be Straight With You", for stage, 2008
  • "Just For Show" for stage 2005
  • "The Cost of Living" for stage 2003 and for film in 2004
  • "The Happiest Day of My Life" for stage 1999
  • "Enter Achilles" for stage and film 1995
  • "MSM" for stage 1993
  • "Strange Fish" for stage and film 1992
  • "Dead Dreams of Monochrome Men" for stage 1988 and for film in 1989
  • "My Body, Your Body", for stage, 1987
  • "My Sex, Our Dance", for stage and film, 1986 
E pra vocês curtirem fica o link de um trailler do grupo que não deixa de ser um vídeo-dança!


Espero que tenham gostado da nossa dica...
Para mais informações sobre o grupo acesse o site:http://www.dv8.co.uk
Ele é todinho em inglês, e mesmo que você não tenha muita afinidade com
a lingue inglesa, vale muito a pena conferir!



Abraços dançantes e uma ótima semana... #BlogIdeiaNova

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pina Baush! Um grande nome da dança moderna!

Em dias de Wuppertal TanzTheater no Brasil nós não poderíamos deixar de falar da Eterna Pina Baush, coreógrafa da Cia. que está marcando presença e dando a honra aos brasileiros de conferirem sua obra. O texto a seguir foi retirado do site www.dicasdedanca.com.br que recomendamos para você!

Grandes nomes da Dança Moderna: PINA BAUSCH







     Nascida em 27 de julho de 1940, na cidade industrial de Solingen, na Alemanha, Pina Bausch, uma vez disse, “eu não sou uma aluna.” Começou os seus estudos aos 14 anos sob a direção de Kurt Jooss na Folkwang School, a partir do qual ela formou-se em 1959. Jooss foi um dos mais notáveis professores e coreógrafos do período pré-Hitler, um espírito liberal, um monumento contra a guerra. Seu espírito deve ter influenciado grandemente para o desenvolvimento da Bausch.
     A segunda grande influência veio da cidade de Nova York, onde desembarcou aos 19 anos. Ela foi uma das poucas bailarinas alemã a irem para o estrangeiro, com uma bolsa e foi para Nova York por meio do Programa de Intercâmbio Alemão Americana para o E.U.A.. Ela estudou na Juilliard School of Music com os professores, tais como Louis Horst, Josea Limogn, Paul Taylor e Antony Tudor e dançou com o Paul Sanasardo e os Danya Feuer Dance Company. Ela se tornou um membro da New American Ballet e do Metropolitan Opera Ballet. Mas foi a própria cidade, a sua multifacetada vida, que impressionou vivamente Bausch. Ela considerou que a direção da sua vida futura foi determinada nos dois anos de sua estada nesta cidade. “Nova York é como uma selva, mas ao mesmo tempo que lhe dá uma sensação de liberdade total. Nestes dois anos eu encontrei-me.”
     Bausch retornou à Alemanha em 1962, e tornou-se bailarina principal com o recém-fundado Folkwang-Ballett. Em 1968 ela começou a coreografar para o Folkwang-Ballett e no ano seguinte assumiu a liderança da Cia. Em 1973, partiu para o Tanztheater Wuppertal Wuppertal e fundou, para a qual ela criou todo o comprimento de cerca de 30 produções. Ela colocou voz nos bailarinos, rabiscos e uma pequena palestra, como na sua peça Waltz. Ela usou isso também no O Rito da Primavera. Neste pedaço ela abrangia todo o palco com turfa, para que um só não podia ver e ouvir, mas também o cheiro era a caracteriza esta produção.
     Ela logo se tornou convencida de que a arte deve ser um veículo de crítica social, que nunca deve ser um mero meio para embelezar a vida. Ela nunca foi interessada em contar uma história dramática ou bonita embelezando com passado de ornamentos. Dela não eram histórias contadas, mas as experiências encenadas. Suas obras não foram psicoterapia ou fisicamente poético. Qualquer que seja ela tentou transmitir, levantado fora de qualquer contexto pessoal e principalmente lhe deu um significado sócio-político. Sua abordagem foi de um coreográfico psicológico apenas na medida em que surgiu a partir da profundidade de seu (sua e bailarinos “) estar. Assim, as suas criações artísticas da Gestalt atingiu a validade universal.
     Tal como Bertolt Brecht, Bausch queria espectadores a refletir sobre o que via e ouvia e para tirar suas próprias conclusões. Ela esperava um veredito de condenação por muitas injustiças da vida, especialmente as que afetam as mulheres. No palco, se não for bastante na vida, ela se tornou um ativista feminista. Ela defendeu a mulher contra o sexo masculino, uma vez que, nos seus olhos, o macho foi uma parte da sociedade agressiva.
     Em suas obras ela dançava para superar limites técnicos e conceituais. O seu aparecimento na cena internacional de dança era exemplar, inspirando muitos outros coreógrafos na Europa. Sua maior ação foi a de ter encontrado uma nova dimensão original na arte da dança, rompendo através de todas as barreiras do que era até então conhecido como pós-moderna, utilizando todos os meios teatrais e dramatúrgico para impor uma idéia – que, por sua vez, também influenciou o teatro Europeu, abrindo o caminho para um novo movimento da qualidade no palco.
     Bausch principalmente trabalhou em um espírito de desconfiança ou de um clima de defesa, criando assim inesperados contrastes. Em conceitos e gestos que ela poderia tornar-se agressivo a ponto de suscitar rejeição do espectador. Mas ela só poderia suscitar indignação e protesto. Ela fez isso claro quando disse: “É um trabalho quase insignificante que se verifica um entendimento público. Um tem de fazê-lo porque um acredita que é a coisa certa a fazer. Nós não estamos aqui apenas para agradar, não podemos ajudar a desafiar o espectador. ”
     Esse pensamento foi ampliado conforme a realidade de seu esforço criativo, e seu rico repertório provou a sua filosofia de vida. Anda, dança comigo, por exemplo, as pesquisas para a felicidade humana em um mar de futilidade. Também não há fim à frustração no seu Bluebeard. Simbolicamente, isso ocorre em uma sala coberta por folhas mortas. Bailarinos e bailarinas incessantemente alcançavam um ao outro, mas as suas tentativas de abraçar e acariciar tornavam dolorosamente claro que não existe uma verdadeira comunicação. É um trabalho impressionante, questionando o velho cliche sobre o amor e demonstrando o nosso desejo desesperado por ele. Para Nelken, Bausch cobriu o chão com rosa cravos.
     Café Muller, com música de Henry Purcell, é uma história de alienação e solidão, embora ela não contém nenhuma real parcela. Bausch foi um mestre em dramatizar a monotonia da vida cotidiana. Em um estádio cheio com cadeiras, uma mulher de vestidos e ininterruptamente de roupas intimas; uma jovem aos beijos e argumenta incessantemente, um homem entra e sai, fazendo avanços sexuais para ambos os sexos; outro jovem bash coloca mutuamente contra o muro, enquanto outra figura permanece totalmente imóvel no o plano de fundo. Nada mais acontece, mas estamos dolorosamente lembrando das realidades da vida. Seu rito de Primavera é a forma de horror, fora do escuro desespero, o sacrifício da virgem para a chegada da primavera tem uma sensação de brutais verdades que nós pagamos para a vida com a morte.
     O Window Washer, co-produzido pelo Goethe-Institut Hong Kong e de Hong Kong Arts Festival Society, estreada em 1997. Em finais de 1996, Bausch trouxe 29 bailarinos de 14 países para Hong Kong para três semanas para absorver a atmosfera e a cultura e, em seguida, retornou ao Wuppertal para criar a peça.
Bausch tenta espelhar as várias estações da nossa existência na pantomima e dançou apoiado por música e imagens da palavra falada. É um longo caminho da paixão de Wuppertal para Getsêmani. Há também uma luz em poucos instantes em seu trabalho, mas muitos mais momentos em que para fazer uma pausa e olhar em silêncio com espanto em um mundo perdido, que não podem encontrar-se. Pina Bausch faleceu dia 30 de Junho de 2009. Cinco dias depois de saber que estava com câncer.

FONTE: http://www.dicasdedanca.com.br/grandes-nomes-da-danca-moderna-pina-bausch.html


     O espetáculo chamado "Ten Chi", que significa Céu e Terra, estará em cartaz no Brasil até dia 24/04! A última apresentação da Cia. acontecerá na capital gaúcha Porto Alegre!
     Aos felizardos que terão a oportunidade de assistir a obra, um ótimo espetáculo!
     E aos que infelizmente não poderão conferir este trabalho, desejamos que outras oportunidades como esta surjam né pessoal...
     Uma ótima semana a todos! :)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Paixão ao primeiro passo!

  Você lembra da primeira vez que você dançou? Lembra da sua primeira professora de dança, dos primeiros passos que realizou e principalmente da sensação de estar lá, dançando? Talvez você tenha iniciado em uma aula de baby class, aos seus 5, 6 ou 7 anos! Talvez um pouquinho mais velho na sua primeira aula de ballet, jazz ou dança de rua! Talvez tenha sido na dança contemporânea, em um flamenco ou em um grupo de dança folclórica! Pode ter sido também na escola, com mais de 12, 15 ou até mais de 20 anos! Enfim, o que vamos falar hoje é sobre a paixão, aquela que vem de primeira sabe, que desperta desejos, vontades, dedicação e muito amor!
  
     Essa semana iniciamos com duas turmas novas, uma de baby class (fofíssimas ^^) e outra de jazz (com alunas com 12 e 13 anos)! E percebi algo que eu já não percebia... a descoberta do primeiro passo!!
As vezes criamos uma rotina, nós mesmos, os bailarinos! É aula daqui, ensaio dalí, estudo acolá! Isso quando não temos de dividir nosso tempo entre a dança, a escola, a faculdade ou o trabalho! Tudo acaba se tornando automático, e a nossa grande paixão passa quaase que despercebida!
   
      Durante as aulas dessa semana (como citei anteriormente) as duas turmas novas nunca haviam tido contato com a dança através de aulas! E durante a primeira aula foi muito interessante e empolgante ver os olhinhos brilhantes de menininhas tão novinhas! Os planos e idéias para figurinos das pré adolescentes! E principalmente perceber o despertar de uma paixão que já aconteceu comigo! Lembrei do meu início, minha primeiras aulas! A professora tão atenciosa e dedicada! As colegas de classe! A vontade de dançar, de ser a melhor que eu pudesse ser, de encantar de mostrar que eu estava ali, que sabia, que pudia...

     Esse post não traz nenhuma notícia urgente, não está atualizando você sobre o mundo dançante e nem está trazendo algum estudo sobre a dança! Nesse post peço que você simplesmente lembre! Lembre a paixão que foi despertada naquele dia, seu primeiro dia de dança, nos primeiros passos e alongamentos, nas primeiras vezes que você pisou em um palco! Paixão essa que te trouxe até aqui e que hoje te faz criar, pensar, pesquisar, dançar, respirar Dança!

Tenham todos um feliz e dançante final de semana!!

terça-feira, 15 de março de 2011

Parabéns Bolshoi!




Gentee, hoje é um dia muito importante para a história da dança!
Aniversário de 11 anos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil!

Diante desta data, eu trago um breve texto sobre a história do Teatro Bolshoi no Brasil!
O texto também pode ser encontrado no site oficial da escola! ;)





Bolshoi no Brasil


     A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única Escola do Bolshoi fora da Rússia. Seu ideal é o mesmo da Escola Coreográfica de Moscou, criada em 1773: proporcionar formação e cultura por meio do ensino da dança, para que seus alunos tornem-se protagonistas da sociedade. 

     Joinville foi a cidade escolhida para sediar este projeto de inclusão social para crianças e jovens. Localizada no norte do Estado de Santa Catarina, a inauguração ocorreu em 15 de março de 2000, com o diretor do Teatro Bolshoi Vladimir Vasiliev, o prefeito de Joinville Luiz Henrique da Silveira, além de autoridades, artistas e comunidade. Vladimir Vasiliev e Luiz Henrique da Silveira tornaram-se os patronos fundadores da instituição. 

    Tudo começou quando em 1995, para que outras nações tivessem oportunidade de conhecer a metodologia aplicada na Rússia, o diretor artístico do Teatro Bolshoi, Alexander Bogatyrev, desenvolveu um projeto que reproduzia as mesmas características da Escola Coreográfica de Moscou.  

     Em 1996, a Cia. do Teatro Bolshoi realizou uma turnê no Brasil e Joinville foi incluída no programa. O espetáculo ocorreu no 14º Festival de Dança de Joinville. Os russos ficaram impressionados com a receptividade do público e a reverência da cidade diante da arte. Depois disso, o russo Bogatyrev esboça propostas para montar uma unidade da Escola no país, contemplando questões como a aplicação da metodologia, seleção de professores e alunos, estrutura física necessária. 

     Dois anos depois, o idealizador Bogatyrev faleceu. Mas seu legado era consistente: o esboço do projeto estava concluído e foi apresentado para prefeitos e diretores de instituições de ensino do Brasil. O prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira, comprometeu-se no desenvolvimento da proposta. No dia 20 de julho de 1999, na abertura do 17º Festival de Dança de Joinville, Alla Mikhalchenko, primeira bailarina Teatro Bolshoi, assinou o protocolo de intenções com o prefeito. 

     Entre os fatores decisivos para a escolha de Joinville estava a profunda ligação da cidade com a dança, em função de seu tradicional festival anual. Além disso, o então prefeito empenhou-se pessoalmente nos processos institucionais entre o Brasil e a Rússia e disponibilizou uma área de aproximadamente 6 mil metros quadrados no Centreventos Cau Hansen, para instalação da sede. 

     Os alunos que ingressaram no ano de 2000 completaram o ciclo de oito anos de estudos. Assim, em 2007 ocorreu a formatura da primeira turma de dança clássica. 

     Hoje os formados pelo Bolshoi Brasil trabalham no mundo todo. Quinze bailarinos continuam em Joinville trabalhando na Cia. Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.






Para conhecer mais sobre a Escola Bolshoi acesse o site:  www.escolabolshoi.com.br


É isso gente! Tenhas todos um ótimo fim de tarde e uma noite agradável!
Abraços!



domingo, 13 de março de 2011

O início dessa idéia!

Olá gente!
Sejam bem-vindos ao mais novo blog sobre dança!

A proposta surgiu a partir de pensamentos, vontades e, é claro, idéias sobre essa arte tão admirada e que vem se colocando em espaços cada vez mais alternativos! A idéia do blog é falar sobre dança com os mais diversos pesquisadores, bailarinos, coreógrafos, criadores e apreciadores de dança! O blog irá buscar estabelecer contatos e proporcionar novos vínculos entre todos os interessados nessa arte!

Temos percebido que a dança está ultrapassando barreiras de preconceitos como estilos, idade, raças e religiões! Portanto, pretendemos aqui, conhecer aqueles que fazem essa arte! Se você também é um bailarino, pesquisador, criador, enfim... gosta de dança e deseja divulgar seu grupo, seus trabalhos e suas pesquisas, e mais que isso, conhecer novos trabalhos, esse é o seu lugar, e essa é a nossa Idéia Nova!

E para inaugurar o blog deixo pra vocês uma imagem da belíssima Pina Bausch (1940 - 2009), em seu espetáculo Café Müller!



Espero que tenham gostado dessa Idéia Nova!
Não deixem de comentar e aproveitar para divulgar seu trabalho e seu espaço!

Abraços e muita dança...